Qual será o Próximo Passo? Pedro Dom já preparou o seu, livre. A mente inquieta e criativa do músico de Porto Alegre se traduz no título de seu mais recente trabalho, o oitavo da carreira, lançado em julho de 2015, pela Loop Discos. A mistura entre o erudito e o popular, regra geral da música hoje em dia, assume no trabalho de Pedro sua expressão mais combativa e conceitual. Se o rap e os beats são suas armas de combate, sua munição são as harmonias e melodias trazidas diretamente das expressões mais finas da história da música. 

Pedro, que há 23 anos estuda música e tem 11 anos de carreira, mais uma vez atesta seu talento como multi-instrumentista e produz um disco que funciona como uma malha costurada a partir da paisagem urbana e cosmopolita do ambiente contemporâneo. A prova são as diversas parcerias que trabalham com Pedro nesse disco. Os amigos Mamão, do Azymuth, banda de samba jazz consagrada, e Rapadura Xique Chico, expoente do rap brasileiro, dividem espaço com o trombonista solo da OSPA, José Milton Vieira. Essa multiplicidade de encontros também se traduz na construção cuidadosa dos timbres e texturas de Pedro em seus beats. Não é supresa portanto quando, em meio a uma canção com a batida furiosa de Fela Kuti, nos deparamos com a doçura melódica de Debussy conjugada no Brasil imaginado por Villa-Lobos. 

Esse livre trânsito entre referências e formatos, que vão da música instrumental ao rap, do ambient e do jazz as trilhas sonoras, deve-se muito ao talento de Pedro Dom como um ouvinte atento não apenas de música, mas também de todas as dinâmicas que compõem a cidade e suas manifestações culturais. A carreira musical de Pedro reflete um cada vez mais complexo ambiente onde apenas um tipo de abordagem não dá conta da expressão. Por isso seus trabalhos múltiplos, seja como compositor com sua banda O.C.L.A., seja dentro do contexto de música de câmara e de concerto, como clarinetista e pianista. 

Inclusive, Pedro afirma que seu mais recente disco pode significar uma mudança de direção de sua carreira como beatmaker. Não admira tal mudança ao se ouvir o disco. O próprio formato do beat encontra seu limite com a experimentação e musicalidade de Pedro, quase fazendo o ouvinte se questionar que tipo de música é essa. Talvez os limites que rompe com seu disco "Livre" indiquem os próprios rumos que a música instrumental tende a seguir.

Texto por André Araujo

Qual será o Próximo Passo? Pedro Dom já preparou o seu, livre. A mente inquieta e criativa do músico de Porto Alegre se traduz no título de seu mais recente trabalho, o oitavo da carreira, lançado em julho de 2015, pela Loop Discos. A mistura entre o erudito e o popular, regra geral da música hoje em dia, assume no trabalho de Pedro sua expressão mais combativa e conceitual. Se o rap e os beats são suas armas de combate, sua munição são as harmonias e melodias trazidas diretamente das expressões mais finas da história da música. 

Pedro, que há 23 anos estuda música e tem 11 anos de carreira, mais uma vez atesta seu talento como multi-instrumentista e produz um disco que funciona como uma malha costurada a partir da paisagem urbana e cosmopolita do ambiente contemporâneo. A prova são as diversas parcerias que trabalham com Pedro nesse disco. Os amigos Mamão, do Azymuth, banda de samba jazz consagrada, e Rapadura Xique Chico, expoente do rap brasileiro, dividem espaço com o trombonista solo da OSPA, José Milton Vieira. Essa multiplicidade de encontros também se traduz na construção cuidadosa dos timbres e texturas de Pedro em seus beats. Não é supresa portanto quando, em meio a uma canção com a batida furiosa de Fela Kuti, nos deparamos com a doçura melódica de Debussy conjugada no Brasil imaginado por Villa-Lobos. 

Esse livre trânsito entre referências e formatos, que vão da música instrumental ao rap, do ambient e do jazz as trilhas sonoras, deve-se muito ao talento de Pedro Dom como um ouvinte atento não apenas de música, mas também de todas as dinâmicas que compõem a cidade e suas manifestações culturais. A carreira musical de Pedro reflete um cada vez mais complexo ambiente onde apenas um tipo de abordagem não dá conta da expressão. Por isso seus trabalhos múltiplos, seja como compositor com sua banda O.C.L.A., seja dentro do contexto de música de câmara e de concerto, como clarinetista e pianista. 

Inclusive, Pedro afirma que seu mais recente disco pode significar uma mudança de direção de sua carreira como beatmaker. Não admira tal mudança ao se ouvir o disco. O próprio formato do beat encontra seu limite com a experimentação e musicalidade de Pedro, quase fazendo o ouvinte se questionar que tipo de música é essa. Talvez os limites que rompe com seu disco "Livre" indiquem os próprios rumos que a música instrumental tende a seguir.

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foto: Matheus Klauck